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Os Dez que Brilharam — 2006 a 2015

10 Anos em 10 Filmes
Karen Pinheiro Couto

         Ditadura da moda. A mulher fora do lar. O tempo escasso. Essas são algumas das pautas do século XXI, abordadas também pela adaptação do best-seller, O diabo Veste Prada (dir.: David Frankel, 2006). Um excelente clichê de Hollywood, com grandes atores como Anne Hathaway e Meryl Streep, leva às telas Andrea Sanchs, uma recém-formada jornalista, sem estilo e senso de moda que cobiça uma vaga de assistente na grande revista de New York. Uma trama muito bem desenvolvida, com uma pitada de humor, que caracteriza a realidade de uma era consumista, com prioridade ao trabalho que aos prazeres da vida.

        Invasores (dir.: Oliver Hirschbiegel, 2007) é uma representação realística do medo mundial, devido aos atos terroristas e guerras biológicas. Apesar de alguns pecados como saídas fáceis ou difíceis demais em situações muito complicadas, que tornam o filme um pouco maçante, o suspense, a ação e o perfeito desenvolvimento prendem a atenção do espectador.

        Adaptações das HQs de super-heróis, como O Homem de Ferro (dir.: Jon Favreau, 2008) são os queridinhos do público jovem. Efeitos especiais excelentes, enredo bem elaborado e o presente sarcasmo de Tony Stark (Robert Downey Jr.), que leva o filme do drama para o gênero comédia naturalmente, são características marcantes do longa. O sucesso do primeiro filme da Marvel Studios proporcionou várias sequências de sucesso bilionário que conquistou o mundo.

        Avatar (dir.: James Cameron, 2009) é o filme com primeira posição no ranking de maiores bilheterias em todo o mundo. Trata da história de uma população alienígena — Na’vi — que tem seus recursos naturais explorados pelos humanos, incluindo áreas consideradas sagradas. Uma forte crítica contra o desmatamento extremo de lugares verdes para a ampliação do espaço urbano.

        Produtores do cinema têm investido pesado em adaptações, com um destaque especial em livros, por atrair um público quase já garantido ao cinema, os fãs. Em 2010, há vários filmes que garantem o sucesso deste prognóstico. A saga Crepúsculo: Eclipse (dir.: David Slade) é um exemplo, com US$ 698.491.347 ganhos. As séries de adaptações cinematográficas continuam em 2011 com a tão esperada conclusão de Harry Potter e as Relíquias da Morte — Parte 2 (dir.: David Yates) rendendo US$ 1.341.511.219.



        A hora Mais Escura (dir.; Kathryn Bigelow, 2012), em uma mistura de realidade e ficção, narra a caça ao terrorista Osama Bin Laden, que perdurou por 12 longos anos, e sua conclusão, em 2011. O tema central é tratado de maneira insólita abordando também, de forma justificada, a tortura imposta por agentes da CIA. A pauta do filme já é uma importante variável para cativar o espectador e, somada a aspectos como o suspense, a narrativa e os ótimos atores, faz com que o resultado seja um filme incrível.

       A nova versão de João e Maria: Caçadores de Bruxas (dir.: Tommy Wirkola, 2013) caracteriza-se tanto pela ação quanto pelo humor — algo cada vez mais comum nesse tipo de filmes. Uma obra característica do bom e velho entretenimento, sem nenhuma reflexão ou contemplação de algo relevante, característica comum da década.

       O Doador de Memórias (dir.: Phillip Noyce, 2014) vem como contraste aos filmes de entretenimento somente. Ele traz questões filosóficas, mesmo sendo um filme para adolescentes. Questões como: Se os humanos puderem escolher, vão escolher errado sempre? Noyce tenta trazer um filme político para os espectadores, produto cada vez mais raro, porém, ainda presente.

         Em 2002, o CEO bilionário Elon Musk criou a empresa SpaceX — que trabalha explorando o espaço. Com bilhões de dólares em investimento, Marte é o objetivo da SpaceX desde 2012. O filme Perdido em Marte (dir.: Ridley Scott, 2015) é um incentivo para empresas, como a SpaceX, que desejam colonizar o planeta vermelho.

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